Vasco perde para o Mirassol e fica à beira do rebaixamento no Brasileiro

Vasco perde para o Mirassol e fica à beira do rebaixamento no Brasileiro dez, 3 2025

Na noite de terça-feira, 2 de dezembro de 2025, o Club de Regatas Vasco da Gama viu suas últimas esperanças de escapar do rebaixamento se esvairam com uma derrota por 2 a 0 para o Mirassol Futebol Clube no Estádio São Januário. O jogo, válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro Série ARio de Janeiro, foi o último da temporada em casa para os vascaínos — e terminou em desolação. Dois gols no segundo tempo, marcados por Renato Marques e Carlos Eduardo, não só selaram a vitória histórica do Mirassol como enterraram qualquer ilusão de salvação para o Vasco. Agora, com 18 derrotas no campeonato e apenas 42 pontos, o time está a um ponto da zona de rebaixamento. A pressão sobre o técnico Fernando Diniz explodiu nas arquibancadas. E o que era ruim virou vergonha.

Um segundo tempo que desmontou o Vasco

O primeiro gol veio aos 24 minutos da segunda etapa. Após a saída de Lucas Piton, lesionado no joelho esquerdo aos 18 minutos, o Mirassol aproveitou a desorganização defensiva. O lateral esquerdo substituto, Puma Rodríguez, acelerou pela banda, cruzou rasteiro e Renato Marques, sem marcação, desviou de cabeça para o canto. Léo Jardim, o goleiro, nem se mexeu. O segundo, aos 46 minutos, foi de pura genialidade individual. Carlos Eduardo recebeu passe de Cristian no centro do campo, driblou o zagueiro, enganou o goleiro com um falso movimento e encaixou a bola no fundo da rede. Nada de combinações complexas. Só eficiência do Mirassol e caos do Vasco.

Um time que perdeu a alma

O Vasco não jogou mal — perdeu a cabeça. Em seus últimos sete jogos, seis foram derrotas. Apenas um empate. Nenhum gol marcado nos últimos 270 minutos fora de casa. Os torcedores, que até poucos meses atrás ainda sonhavam com uma vaga na Libertadores, agora gritavam por demissão. Nas redes sociais, #ForaFernandoDiniz virou tendência nacional. O técnico, que chegou com promessas de jogo ofensivo, pareceu paralisado. As substituições tardias, a falta de ajustes no segundo tempo, o esquema defensivo vulnerável: tudo foi criticado. O comentarista do canal "VASCO 0 X 2 MIRASSOL | BRASILEIRÃO 2025" resumiu: "Impressionante como o Vasco despencou de novo. 18 derrotas em um campeonato? Isso é uma vergonha para o torcedor vascaíno."

Historia feita em Mirassol, história triste no Rio

Enquanto o Vasco se despede de São Januário com o peito vazio, o Mirassol Futebol Clube escreve sua página mais gloriosa. Com a vitória, o clube de Mirassol, São Paulo, garantiu o quarto lugar no Brasileirão com 68 pontos — e, pela primeira vez em seus 99 anos de existência, classificou-se diretamente para a fase de grupos da Copa Libertadores. O técnico Eduardo Barroca, que assumiu o time em junho, abraçou cada jogador no fim do jogo. "Nós não tínhamos esse sonho. Mas agora, ele virou realidade", disse, com os olhos marejados. O estádio de Mirassol, com capacidade para 18 mil, não comporta nem metade da torcida que se deslocou para o Rio. Mas o espírito da equipe foi maior que qualquer número.

O que está em jogo na última rodada

O que está em jogo na última rodada

O Vasco tem apenas uma chance — e é mínima. Na próxima sexta-feira, 6 de dezembro, às 19h, no Arena da Baixada em Curitiba, enfrenta o Athletico Paranaense. Precisa vencer. E, além disso, precisa que o Botafogo perca para o Fluminense — e que o Ceará não vença o Coritiba. Três resultados favoráveis. Um milagre. O técnico Fernando Diniz, que já foi elogiado por sua filosofia de jogo, agora enfrenta o pior dos cenários: ser lembrado como o homem que levou o Vasco à Série B.

Um clube que nunca imaginou isso

O Club de Regatas Vasco da Gama, fundado em 1898, já foi campeão da Libertadores, da Copa Mercosul, da Copa Rio. Tem uma torcida que vive de glórias passadas. Mas agora, o futuro é incerto. O diretor esportivo interino, André Mazzuco, já está em reuniões com a diretoria. A possibilidade de troca de técnico é real. A renovação de elenco, inevitável. A perda de patrocínios, quase certa. O que mais pesa é o sentimento: o Vasco, que já foi símbolo de resistência e identidade, agora é o exemplo de como o futebol pode cair de forma brutal.

Quem sai, quem fica?

Quem sai, quem fica?

O Mirassol, com o acesso à Libertadores, já começa a planejar contratações. O meia Carlos Eduardo, autor de um gol e uma assistência, é alvo de clubes da Europa. O zagueiro Matheus Sávio, que marcou 7 gols na temporada, também é cotado. Já o Vasco tem um elenco envelhecido, com jogadores como Léo Jardim e Diego Souza em fim de contrato. Sem dinheiro, sem projeto, sem rumo. O que resta é a pergunta: será que o clube tem coragem de se reinventar?

Frequently Asked Questions

Como o Vasco chegou a essa situação de rebaixamento?

O Vasco acumulou 18 derrotas em 37 jogos, com apenas 42 pontos, e sofreu seis derrotas consecutivas nos últimos sete jogos. A falta de consistência defensiva, o baixo aproveitamento em casa e a instabilidade técnica sob Fernando Diniz foram fatores decisivos. O time marcou apenas 37 gols no campeonato — o pior ataque entre os 20 clubes da Série A.

Por que o Mirassol conseguiu se classificar para a Libertadores pela primeira vez?

O Mirassol, comandado por Eduardo Barroca, montou um time equilibrado, com defesa sólida e contra-ataques letais. Carlos Eduardo foi o artilheiro do time com 14 gols, e o clube conquistou 18 vitórias, 14 empates e apenas 5 derrotas. A regularidade foi a chave: nunca perdeu dois jogos seguidos. A classificação direta é o maior feito da história do clube, fundado em 1925.

O que acontece se o Vasco for rebaixado para a Série B?

O rebaixamento significaria perda de receitas estimadas em R$ 200 milhões por ano, com impacto direto em contratos de patrocínio, transmissões e contratações. Além disso, a torcida pode se desmobilizar — já que o clube não tem tradição de retornar à elite rapidamente. O último rebaixamento do Vasco, em 2008, levou quatro anos para ser revertido.

Quem é o responsável pela crise do Vasco?

A crise é estrutural. Embora Fernando Diniz seja alvo de críticas por decisões táticas, o problema vai além: gestão financeira frágil, falta de planejamento de base, contratações mal feitas nos últimos anos e um modelo de governança que prioriza interesses políticos sobre esportivos. A diretoria precisa de uma reforma completa, não apenas de um técnico novo.

O que os torcedores estão fazendo em resposta?

Nos últimos dias, grupos de torcedores organizaram atos de protesto fora do São Januário, exigindo a saída da diretoria e a abertura de uma investigação sobre os contratos de patrocínio. Um manifesto assinado por mais de 15 mil sócios pede eleições diretas para a presidência do clube. A mobilização é a maior desde o rebaixamento de 2008.

O Mirassol vai conseguir se manter na elite depois da Libertadores?

É incerto. O clube tem orçamento limitado, mas a entrada de recursos da Libertadores (estimados em R$ 80 milhões) pode ser usada para reforçar o elenco e atrair jovens talentos. Se conseguirem manter Carlos Eduardo e Matheus Sávio, e investirem na base, podem se tornar um time competitivo. Mas o desafio é enorme: só 3 dos 10 clubes que chegaram à Libertadores pela Série A nos últimos 10 anos conseguiram se manter na elite.

13 Comentários

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    Júlio Câmara

    dezembro 3, 2025 AT 22:17

    Isso aqui é um massacre, gente. O Vasco não perdeu jogo, perdeu a alma. Eu tava lá no São Januário, vi o povo saindo antes do fim, sem nem aplaudir. Isso não é futebol, é despedida de um clube que já foi grande. E o pior? Ninguém tá assumindo a responsabilidade. Só o técnico? Cadê a diretoria? Cadê os patrocinadores que deixaram o clube morrer de fome? O que era para ser um clube de resistência virou um exemplo de como o futebol brasileiro se vende por um troco.

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    Matheus Assuncão

    dezembro 5, 2025 AT 05:34

    É importante contextualizar que o Mirassol, apesar de ser um clube pequeno, possui uma estrutura de gestão profissionalizada desde 2020. O técnico Eduardo Barroca implementou um modelo de análise de desempenho baseado em dados estatísticos, o que permitiu otimizar os contra-ataques e reduzir erros defensivos. Já o Vasco, por outro lado, ainda opera com metodologias obsoletas, baseadas em intuição e tradição - o que explica o colapso técnico e organizacional.

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    Yael -

    dezembro 5, 2025 AT 20:46

    Eu chorei vendo o jogo... Não por causa do placar, mas por causa do silêncio. O São Januário, que já gritou campeões, agora só respira tristeza. Meu pai torceu pro Vasco desde os anos 70... e agora ele não quer mais ver bola. Isso aqui é mais que rebaixamento - é perda de identidade. E o pior? Ninguém tá ouvindo a torcida. Só tá querendo trocar o técnico e fingir que o problema é só ele.

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    Danilo Ferriera

    dezembro 7, 2025 AT 07:51

    Se o Vasco não se reinventar agora, nunca mais vai. Não adianta trocar técnico, trocar jogador, trocar camisa. O problema é o modelo. É o jeito de fazer clube. É o poder que não é fiscalizado. É o torcedor que é tratado como cliente e não como dono. Eles estão vendendo o passado pra pagar as dívidas do presente. E o futuro? Não tem nem plano.

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    Alexandre Nunes

    dezembro 8, 2025 AT 20:56

    Isso aqui é um golpe. Um plano para entregar o Vasco aos gringos. Quem lucra com isso? As empresas de mídia, os agentes da Europa, os políticos que vendem o clube. O Mirassol? É só um instrumento. Eles deixaram o Vasco desorganizado, sem dinheiro, e agora usam o resultado pra justificar a entrega da história. E o pior? A mídia tá ajudando. Tudo é conspiração.

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    Luciano Oliveira Daniel

    dezembro 10, 2025 AT 15:24

    Tem gente que fala que o técnico é o culpado. Mas olha o elenco: Léo Jardim com 38 anos, Diego Souza no fim da carreira, e ninguém na base. O que esperar? O Vasco não investe em jovens desde 2015. E a diretoria? Só pensa em festa de aniversário e foto com político. Se o clube fosse uma empresa, já teria falido. Eles não querem salvar o Vasco - querem vender o nome e sumir.

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    Francis Li

    dezembro 11, 2025 AT 23:25

    Interessante observar a assimetria de capital simbólico entre os dois clubes. O Mirassol, embora micro, operacionalizou um modelo de sustentabilidade baseado em parcerias com instituições de ensino e marketing de proximidade. Já o Vasco, com seu legado hegemônico, persiste em um paradigma de elitismo cultural que aliena a base. A classificação da Libertadores não é um acaso - é o resultado de uma estratégia de longo prazo, enquanto o Vasco vive de nostalgia e clientelismo.

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    Willian Wendos

    dezembro 13, 2025 AT 02:18

    Às vezes, a dor mais profunda não é perder. É perceber que ninguém mais acredita que você pode voltar. O Vasco já foi um símbolo de resistência, de identidade, de orgulho. Hoje, é só um nome em um estádio vazio. E talvez o pior de tudo seja que, mesmo nesse momento, ainda tem gente que acha que o problema é só o técnico. Mas a alma não se troca por um novo treinador. A alma se reconstrói com coragem, com transparência, com humildade. E isso... isso ninguém está disposto a fazer.

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    Luiz Carlos Aguiar

    dezembro 14, 2025 AT 10:16

    Eu acho que a diretoria precisa ser substituída imediatamente. Não podemos continuar permitindo que pessoas sem experiência esportiva decidam o futuro do clube. O Vasco precisa de um presidente que entenda de futebol, não de contabilidade. A situação é crítica e exige ação imediata, sem mais adiamentos. A torcida merece mais do que promessas vazias.

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    Mauro Cabral

    dezembro 15, 2025 AT 14:14

    Claro que o Mirassol se classificou. Eles têm o privilégio de serem insignificantes. Ninguém espera nada deles. Já o Vasco? A expectativa é tão alta que qualquer queda é um escândalo. Mas se o clube fosse realmente grande, não estaria em Série A com um elenco de jogadores que nem o Fluminense quer. O rebaixamento é uma correção histórica. O Vasco não merece estar aqui.

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    Pedro Cardoso

    dezembro 16, 2025 AT 18:25

    É difícil ver um clube que já foi referência assim. Mas o que podemos fazer? Acreditar que ainda é possível mudar. Não é sobre o técnico, nem sobre o resultado de hoje. É sobre o que vamos construir amanhã. Se a diretoria tiver coragem de ouvir a torcida, de investir na base, de ser transparente - ainda há tempo. Não é o fim. É só o começo de algo novo. Se tivermos paciência, e honestidade, o Vasco pode voltar. Mas só se todos fizerem a sua parte.

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    Jesús Lemos

    dezembro 18, 2025 AT 10:58

    Os dados mostram que o Vasco teve o pior aproveitamento defensivo da Série A: 63 gols sofridos em 37 jogos. O índice de passes completados por jogo caiu 32% desde o início do ano. A média de idade do time é de 31,4 anos - a mais alta entre os 20 clubes. A falta de renovação e a ausência de um projeto de desenvolvimento de jovens são fatores estruturais que explicam o colapso. A solução não é demitir Diniz - é reformular toda a estrutura de gestão esportiva, com base em evidências e não em emoções.

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    Lucas Leonel

    dezembro 19, 2025 AT 04:50

    Se o Vasco cair, será o fim de tudo. Mas talvez seja o que ele precisa. Um clube que vive no passado não merece o futuro. A dor de perder é menor que a dor de continuar fingindo que ainda é grande. O Mirassol não é o vilão. O Vasco é o próprio inimigo. E a torcida? A torcida é a única que ainda acredita. Mas será que acredita mesmo? Ou só tem saudade de um tempo que nunca existiu?

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